YOUNG, William P. A Cabana. Rio de Janeiro: Sextante, 2008. 236 p.
“A Cabana” foi produzida por William P. Young, o qual nasceu em Alberta, no Canadá, porém passou grande parte de sua infância na Papua – Nova Guiné. Pagou seus estudos religiosos trabalhando como DJ, salva-vidas e outras profissões, formou-se em Religião em Oregon, nos Estados Unidos da América. Sua grande obra e, por enquanto, único sucesso é “A Cabana”.
O livro “A Cabana” foi publicado primeiramente nos Estados Unidos por uma editora pequena, o qual através da indicação de leitores, se tornou um fenômeno de venda, vendendo mais de 12 milhões de cópias pelo mundo, chegando ao Brasil em 2008, com tradução de Alves Calado.
Apesar de “A Cabana” ser uma ficção cativante e envolvente, Young recebeu várias críticas de pessoas envolvidas diretamente com a religião, pois segundo os críticos, o autor aborda a religião e o conceito de Deus de forma diferenciada do que está na Bíblia. No decorrer de sua obra, Young comete alguns equívocos em relação à Bíblia, os quais tenta disfarçar. Destes, os dois que mais me chamou à atenção foram quando disse, “Não somos três deuses e não estamos falando de um deus com três atitudes, como um homem que é marido, pai e trabalhador. Sou um só Deus e sou três pessoas, e cada uma das três é total e inteiramente o um” (p.91), enquanto que a bíblia traz que são três pessoas distintas, mas não separadas como o livro apresenta. O outro equívoco é que ele diz que Deus e o Espírito Santo possuem corpo físico, porém a Bíblia diz o contrário.
Em seu contexto, a obra também pode ser encarrada como auto-ajuda, pois no decorrer da história irá utilizar questões ou acontecimentos que muitas vezes ocorrem no dia-a-dia. Young inicia sua obra falando da infância sofrida de Mack, cujo pai era um bêbado, mas não daqueles que “enche a cara” e depois vai dormir, mas sim que bate na mulher.
Aos 13 anos, Mack recebe uma surra, ou melhor, é espancado por seu pai e por isso fica vários dias sem poder andar. Quando melhora um pouco, mesmo quase não conseguindo andar, sai de casa. Porém, antes coloca veneno em todas as garrafas de cachaça que pode encontrar, nos anos seguintes passa fora do país trabalhando e com isso manda dinheiro para seus avós repassarem à sua mãe.
Com o tempo se casa com Nan, e após 33 anos de casado eles já têm cinco filhos, três meninos e duas meninas, os quais se chamam Jon, Tyler, Josh, Katherine e Melissa ou Missy como costumavam chamá-la. Em uma viagem que fizeram num final de semana, o qual era para ter sido muito divertido e alegre, Missy desaparece misteriosamente. No decorrer do tempo e depois de muita investigação, encontram em uma velha cabana vestígios de que ela havia sido assassinada, porém nem seu corpo ou o assassino foram encontrados.
Após muita tristeza e culpa, Mackenzie Allen Phillips recebe um bilhete marcando um encontro na cabana onde sua filha foi assassinada, o mais estranho é que estava assinado por Deus. Mesmo com dúvidas e incertezas por não saber o que fazer vai ao encontro, chegando lá encontra Deus, Jesus e Espírito Santo. Ali passa o final de semana conversando com os três, conforme as conversas vão se desenrolando, Mack vai controlando sua dor e raiva.
Depois de um longo final de semana, Mack se conforma com a morte de Missy, logo que se despedem pega o jipe e volta em direção à sua casa. No caminho sofre um gravíssimo acidente, ficando em coma por um bom tempo, mas se quiser saber o final terá de ler a obra. O que posso adiantar é que você se surpreenderá com o final.
Edson Sinhorin, Acadêmico de Letras, Licenciatura em Português e Espanhol. Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS. Campus Realeza – PR
O livro “A Cabana” foi publicado primeiramente nos Estados Unidos por uma editora pequena, o qual através da indicação de leitores, se tornou um fenômeno de venda, vendendo mais de 12 milhões de cópias pelo mundo, chegando ao Brasil em 2008, com tradução de Alves Calado.
Apesar de “A Cabana” ser uma ficção cativante e envolvente, Young recebeu várias críticas de pessoas envolvidas diretamente com a religião, pois segundo os críticos, o autor aborda a religião e o conceito de Deus de forma diferenciada do que está na Bíblia. No decorrer de sua obra, Young comete alguns equívocos em relação à Bíblia, os quais tenta disfarçar. Destes, os dois que mais me chamou à atenção foram quando disse, “Não somos três deuses e não estamos falando de um deus com três atitudes, como um homem que é marido, pai e trabalhador. Sou um só Deus e sou três pessoas, e cada uma das três é total e inteiramente o um” (p.91), enquanto que a bíblia traz que são três pessoas distintas, mas não separadas como o livro apresenta. O outro equívoco é que ele diz que Deus e o Espírito Santo possuem corpo físico, porém a Bíblia diz o contrário.
Em seu contexto, a obra também pode ser encarrada como auto-ajuda, pois no decorrer da história irá utilizar questões ou acontecimentos que muitas vezes ocorrem no dia-a-dia. Young inicia sua obra falando da infância sofrida de Mack, cujo pai era um bêbado, mas não daqueles que “enche a cara” e depois vai dormir, mas sim que bate na mulher.
Aos 13 anos, Mack recebe uma surra, ou melhor, é espancado por seu pai e por isso fica vários dias sem poder andar. Quando melhora um pouco, mesmo quase não conseguindo andar, sai de casa. Porém, antes coloca veneno em todas as garrafas de cachaça que pode encontrar, nos anos seguintes passa fora do país trabalhando e com isso manda dinheiro para seus avós repassarem à sua mãe.
Com o tempo se casa com Nan, e após 33 anos de casado eles já têm cinco filhos, três meninos e duas meninas, os quais se chamam Jon, Tyler, Josh, Katherine e Melissa ou Missy como costumavam chamá-la. Em uma viagem que fizeram num final de semana, o qual era para ter sido muito divertido e alegre, Missy desaparece misteriosamente. No decorrer do tempo e depois de muita investigação, encontram em uma velha cabana vestígios de que ela havia sido assassinada, porém nem seu corpo ou o assassino foram encontrados.
Após muita tristeza e culpa, Mackenzie Allen Phillips recebe um bilhete marcando um encontro na cabana onde sua filha foi assassinada, o mais estranho é que estava assinado por Deus. Mesmo com dúvidas e incertezas por não saber o que fazer vai ao encontro, chegando lá encontra Deus, Jesus e Espírito Santo. Ali passa o final de semana conversando com os três, conforme as conversas vão se desenrolando, Mack vai controlando sua dor e raiva.
Depois de um longo final de semana, Mack se conforma com a morte de Missy, logo que se despedem pega o jipe e volta em direção à sua casa. No caminho sofre um gravíssimo acidente, ficando em coma por um bom tempo, mas se quiser saber o final terá de ler a obra. O que posso adiantar é que você se surpreenderá com o final.
Edson Sinhorin, Acadêmico de Letras, Licenciatura em Português e Espanhol. Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS. Campus Realeza – PR

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