AZEVEDO, Aluísio. O cortiço.2 ed. São Paulo: Ciranda Cultural, 2008. 160p.
Publicado em 1890, “O cortiço” é um romance de autoria do escritor Aluísio Azevedo (1857-1913). Aluísio Azevedo, além de ser escritor, também era cronista, desenhista, jornalista, entre outros - talvez por isso conseguia relatar muito bem e com tantos detalhes a realidade de sua época. A obra intitulada “O cortiço” é um perfeito exemplo do detalhismo, da variedade de seu vocabulário e da intenção de transmitir o que se passava na realidade do Brasil no fim do século XIX e início do XX. Este romance, por ter sido escrito em outra época, apresenta algumas formas de linguagens que podem gerar dificuldades de entendimento por parte do leitor, se este não tiver um pouco de conhecimento sobre este vocabulário. O autor também utiliza-se muito do zoomorfismo (segundo um artigo postado no Wikipedia, “consiste em comparar personagens a animais quando elas se deixam guiar pelos instintos”). Estas são características que explicam o porque desta obra ser considerada um marco do Naturalismo (escola literária conhecida por ser a radicalização do Realismo) no Brasil.
A história começa com João Romão, que, após trabalhar muitos anos para um velho vendeiro, ganha suas contas e acaba recebendo toda a venda (mercado) em que trabalhava como pagamento. Depois de ter melhorado um pouco sua situação financeira, João enamora-se por uma negra (Bertoleza), propriedade de um velho cego. Juntamente com tudo isto, crescia em João Romão uma sede de riqueza e a ânsia de construir um cortiço, onde comportaM-se casinhas e tinas para as lavadeiras. Para conseguir o que almejava, João chega a roubar e entrar em uma enorme desavença com seu vizinho (Miranda) por alguns palmos de terra.
No decorrer da obra, o cortiço vai cobrindo-se de moradores, e com isso passa a possuir um “emaranhado” de histórias a respeito de seus habitantes e sobre alguns vizinhos, como os residentes da casa de Miranda. Entre os tantos acontecimentos em torno do cortiço, como festas, brigas, traições, etc., alguns se destacam. A chegada e a trama em torno de Jerônimo (funcionário da pedreira de João Romão) e sua esposa Piedade é um destes casos. Os dois chegam em meio a fuxicos e intrigas criadas por vizinhos, porém com o passar do tempo conseguem adquirir o respeito da comunidade, por se tratarem de cidadãos de bem e trabalhadores.
No entanto, com a chegada de Rita Baiana (“negra dos quadris inquietos”) as coisas mudam, Jerônimo ao lhe, ver dançar “enlouquece” e não para mais de pensar na mulata, chega ele a encenar uma doença para que a negra fosse atendê-lo, deixando sua esposa desconfiada sobre o que estaria havendo entre os dois. Por fim, Jerônimo e Rita acabam fugindo juntos. Além deste, outros trechos de “O cortiço” apresentam alguns fatos de apelo sexual, algumas brigas com um outro cortiço, local onde alguns dos moradores despejados por João Romão iam se refugiar.
Em suma, “O cortiço” é uma verdadeira história da vida real, com personagens reais, trabalhadores, com qualidades, defeitos e desejos. Por isso que este é um dos livros brasileiros mais lidos até hoje, sendo que em apenas uma obra você encontra um ótimo enredo e ainda consegue analisar fatores ou características históricas, muito fortes e representadas muito bem, sobre esta época.
Eduardo Santos: Acadêmico de Letras: Universidade Federal da Fronteira Sul-UFFS
Publicado em 1890, “O cortiço” é um romance de autoria do escritor Aluísio Azevedo (1857-1913). Aluísio Azevedo, além de ser escritor, também era cronista, desenhista, jornalista, entre outros - talvez por isso conseguia relatar muito bem e com tantos detalhes a realidade de sua época. A obra intitulada “O cortiço” é um perfeito exemplo do detalhismo, da variedade de seu vocabulário e da intenção de transmitir o que se passava na realidade do Brasil no fim do século XIX e início do XX. Este romance, por ter sido escrito em outra época, apresenta algumas formas de linguagens que podem gerar dificuldades de entendimento por parte do leitor, se este não tiver um pouco de conhecimento sobre este vocabulário. O autor também utiliza-se muito do zoomorfismo (segundo um artigo postado no Wikipedia, “consiste em comparar personagens a animais quando elas se deixam guiar pelos instintos”). Estas são características que explicam o porque desta obra ser considerada um marco do Naturalismo (escola literária conhecida por ser a radicalização do Realismo) no Brasil.
A história começa com João Romão, que, após trabalhar muitos anos para um velho vendeiro, ganha suas contas e acaba recebendo toda a venda (mercado) em que trabalhava como pagamento. Depois de ter melhorado um pouco sua situação financeira, João enamora-se por uma negra (Bertoleza), propriedade de um velho cego. Juntamente com tudo isto, crescia em João Romão uma sede de riqueza e a ânsia de construir um cortiço, onde comportaM-se casinhas e tinas para as lavadeiras. Para conseguir o que almejava, João chega a roubar e entrar em uma enorme desavença com seu vizinho (Miranda) por alguns palmos de terra.
No decorrer da obra, o cortiço vai cobrindo-se de moradores, e com isso passa a possuir um “emaranhado” de histórias a respeito de seus habitantes e sobre alguns vizinhos, como os residentes da casa de Miranda. Entre os tantos acontecimentos em torno do cortiço, como festas, brigas, traições, etc., alguns se destacam. A chegada e a trama em torno de Jerônimo (funcionário da pedreira de João Romão) e sua esposa Piedade é um destes casos. Os dois chegam em meio a fuxicos e intrigas criadas por vizinhos, porém com o passar do tempo conseguem adquirir o respeito da comunidade, por se tratarem de cidadãos de bem e trabalhadores.
No entanto, com a chegada de Rita Baiana (“negra dos quadris inquietos”) as coisas mudam, Jerônimo ao lhe, ver dançar “enlouquece” e não para mais de pensar na mulata, chega ele a encenar uma doença para que a negra fosse atendê-lo, deixando sua esposa desconfiada sobre o que estaria havendo entre os dois. Por fim, Jerônimo e Rita acabam fugindo juntos. Além deste, outros trechos de “O cortiço” apresentam alguns fatos de apelo sexual, algumas brigas com um outro cortiço, local onde alguns dos moradores despejados por João Romão iam se refugiar.
Em suma, “O cortiço” é uma verdadeira história da vida real, com personagens reais, trabalhadores, com qualidades, defeitos e desejos. Por isso que este é um dos livros brasileiros mais lidos até hoje, sendo que em apenas uma obra você encontra um ótimo enredo e ainda consegue analisar fatores ou características históricas, muito fortes e representadas muito bem, sobre esta época.
Eduardo Santos: Acadêmico de Letras: Universidade Federal da Fronteira Sul-UFFS
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