segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Resenha: Lembranças de um corredor

KING, Stephen Edwin. À espera de um milagre. Rio de Janeiro: Ojetiva, 2001. 230 p.

Stephen Edwin King nasceu em Portland, no estado americano do Maine, em 21 de Setembro de 1947. Formou-se em 1970, pela University of Maine em Bachelor of Science em Inglês. Após concluída sua formação, exerceu sua função nas salas de aulas, e casou-se com a poeta e escritora Tabitha Spruce.

Em 1973 seu primeiro romance “Carrie” é publicado. O enorme sucesso que o livro obteve, possibilitou-lhe abandonar o ensino e dedicar-se somente à escrita.

King escreve suas obras principalmente no gênero de horror e sobrenatural, nos quais é consagrado devido ao grande número de obras publicadas com tais características, e com a grande repercussão de suas obras, possui o Recorde de números de obras adaptadas para o cinema e televisão.

Entre suas obras está uma magnífica história sobrenatural “The Green Mile”, traduzido como “À espera de um milagre”, antes conhecido como “O corredor da morte”, com elementos que propicia ao leitor, a vontade de não parar de ler sem chegar ao término do livro, sendo “essencial” para uma leitura com elementos misteriosos e muito agradável. “À espera de um milagre” traz ao seu leitor uma história rica em detalhes, possibilitando-lhe criar com sua imaginação fleches da história nos seus pensamentos.

O livro é um relato de Paul Edgecombe sobre a Penitenciária de Cold Mountain, ou melhor, sobre o Bloco E, o corredor por onde passam os condenados à morte, em direção à “Velha Fagulha”, que é como chamam a cadeira elétrica.

Em especial conta a história de John Coffey, um homem que impressionava por seu tamanho e sua aparente ingenuidade. Coffey está preso e condenado à morte pelo assassinato das gêmeas Detterick, uma brutalidade com duas meninas que se divertiam, dormindo na varanda de sua casa. Encontrado com as meninas mortas em seus braços, Coffey dizia: “Não pude evitar. Tentei tirar de volta, mas já era muito tarde”. A trama se desenvolve na história de Coffey, um homem misterioso, que não se recorda do seu passado, que aparecera do nada.

O mistério da trama está nos “milagres” que Coffey faz com suas mãos, algo que impressiona o carcereiro Paul, que obteve um desses “milagres”, quando tivera uma dolorosa infecção no baixo ventre, e Coffey com suas mãos milagrosas a curou. Paul tenta descobrir um pouco sobre a vida de Coffey, mas nada consegue.

Paul não consegue esquecer-se do “milagre” feito por Coffey, e isto já está interferindo na vida do carcereiro, chegando a colocar em risco seu trabalho. Pois, quando Edgecombe juntamente com seus amigos carcereiros e “cúmplices” resolvem levar Coffey para visitar Melina Moores, esposa do Diretor Hal Moores da prisão de Cold Mountain, que está muito doente, para que Coffey consiga ajuda-lá com suas mãos milagrosas, colocam suas profissões, se forem apanhados, em risco.

A história é impressionante e deve estar entre suas leituras, com seu toque de elementos sobrenaturais, King mostra a história de Coffey e do corredor da morte de maneira brilhante. Como relata o jornal, Bagnor Daily News no livro, “é bem possível que Stephen King acabe sendo o Shakespeare do final do século XX”.

Jezebel Batista Lopes Acadêmica do Curso de Graduação em Letras Português e Espanhol – Licenciatura da Universidade Federal da Fronteira Sul, Campus Realeza-PR.

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