ALENCAR, José de. Iracema. São Paulo: Ciranda cultural, 2009.109 p.
Uma das obras mais populares da literatura brasileira é “Iracema”, romance consagrado do autor José de Alencar. O escritor nasceu no dia primeiro de maio de 1829 no Ceará, na cidade de Mecejana, de onde mudou-se no ano seguinte com sua família para o Rio de Janeiro. Estabelecendo-se lá, passou a escrever livros, casou-se, e um ano após publicou “Iracema”, mais precisamente no ano de 1965, uma produção nacionalista/indigenista fazendo parte da trilogia indianista do autor, que também publicou diversas outras obras como: “Diva”, “Lucíola”, “Senhora”, “O tronco do ipê”, entre outras de reconhecimento nacional.
Se tratando de José de Alencar, não poderiam faltar histórias que envolvem romances, porém em “Iracema” os personagens são na sua maioria índios com características marcantes e costumes acentuados num cenário totalmente primitivo. A personagem “Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira” (p. 12) é a protagonista da história juntamente com seu amado Martim.
A história é inusitada pelas características indígenas até então inexploradas por José de Alencar em suas publicações, e também chama atenção pelo cenário. A obra possui características de romance entre uma musa indígena Iracema e Martim, o invasor branco, que aos poucos conquistou a sua confiança e amor com seu jeito cavalheiro. Juntos, Iracema e Martim vivem uma história de amor cheia de desafios e aventuras, até que para seguir seu amado “guerreiro branco” Iracema abandona suas origens e cultura.
A obra impõe-se tanto pelas suas características históricas, quanto pela abordagem que o autor faz ao amor do casal. A invasão do homem branco em territórios indígenas, a influência de outros povos nas tribos ficam evidentes e a forma que ocorreu a invasão exercida por Martim podem ser observados no decorrer do livro.
A riqueza de detalhes e excelente descrição tornam o livro uma ótima opção de leitura, não apenas para admiradores da literatura brasileira, mas também por pessoas que em seu dia-a-dia procuram conhecer um pouco mais da história do Brasil e diferentes culturas.
Daize Raquel Pereira, acadêmica do Curso de Letras da UFFS - Universidade Federal da Fronteira Sul, Campus Realeza - PR.
Uma das obras mais populares da literatura brasileira é “Iracema”, romance consagrado do autor José de Alencar. O escritor nasceu no dia primeiro de maio de 1829 no Ceará, na cidade de Mecejana, de onde mudou-se no ano seguinte com sua família para o Rio de Janeiro. Estabelecendo-se lá, passou a escrever livros, casou-se, e um ano após publicou “Iracema”, mais precisamente no ano de 1965, uma produção nacionalista/indigenista fazendo parte da trilogia indianista do autor, que também publicou diversas outras obras como: “Diva”, “Lucíola”, “Senhora”, “O tronco do ipê”, entre outras de reconhecimento nacional.
Se tratando de José de Alencar, não poderiam faltar histórias que envolvem romances, porém em “Iracema” os personagens são na sua maioria índios com características marcantes e costumes acentuados num cenário totalmente primitivo. A personagem “Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira” (p. 12) é a protagonista da história juntamente com seu amado Martim.
A história é inusitada pelas características indígenas até então inexploradas por José de Alencar em suas publicações, e também chama atenção pelo cenário. A obra possui características de romance entre uma musa indígena Iracema e Martim, o invasor branco, que aos poucos conquistou a sua confiança e amor com seu jeito cavalheiro. Juntos, Iracema e Martim vivem uma história de amor cheia de desafios e aventuras, até que para seguir seu amado “guerreiro branco” Iracema abandona suas origens e cultura.
A obra impõe-se tanto pelas suas características históricas, quanto pela abordagem que o autor faz ao amor do casal. A invasão do homem branco em territórios indígenas, a influência de outros povos nas tribos ficam evidentes e a forma que ocorreu a invasão exercida por Martim podem ser observados no decorrer do livro.
A riqueza de detalhes e excelente descrição tornam o livro uma ótima opção de leitura, não apenas para admiradores da literatura brasileira, mas também por pessoas que em seu dia-a-dia procuram conhecer um pouco mais da história do Brasil e diferentes culturas.
Daize Raquel Pereira, acadêmica do Curso de Letras da UFFS - Universidade Federal da Fronteira Sul, Campus Realeza - PR.
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